A Psicomotricidade é uma área científica que estuda o psiquismo e a motricidade num todo global e individual. A Terapia Psicomotora envolve mediação corporal, expressiva e lúdica, que pretende harmonizar e maximizar o potencial motor, cognitivo e afetivo-relacional, isto é, o desenvolvimento global da personalidade.
Não visa desenvolver diretamente a eficiência motora ou aprendizagens precisas, mas tenta uma ação global utilizando todas as possibilidades de movimento do corpo, de expressão e de relação. A motricidade influi de forma notável no psiquismo do indivíduo, ao ponto do processo intelectual depender da maturidade do sistema nervoso.

PÚBLICO-ALVO
A psicomotricidade destina-se a crianças com dificuldades de aprendizagem, pessoas com dificuldade a nível psicomotor, pessoas em situação de reabilitação – com pouca habilidade ao nível da coordenação, orientação, equilíbrio, controlo motor fino, lateralidade, entre outros.
Neste sentido, uma abordagem através da Psicomotricidade permitirá uma reeducação de estruturas fundamentais que funcionam como pré-aptidões para que o indivíduo possa envolver em novas aquisições e aprendizagens. Pode assim, ter uma incidência corporal, relacional ou mesmo cognitiva.
No caso específico do idoso, o psicomotricista intervém ainda em pessoas com síndromes demenciais e outras doenças neurodegenerativas, e em patologias associadas à ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC).

INTERVENÇÃO
Através de técnicas de consciencialização do esquema/imagem corporal, da consciencialização tónico-emocional, do relaxamento, da reeducação gnoso-práxica, da organização planificada da ação, da educação comportamental e de atividades expressivas.
Nas sessões de Psicomotricidade o terapeuta proporciona à criança, jovem, adulto ou sénior experiências corporais que lhe permitam desenvolver capacidades de desempenho motor e psicológico.
Centra-se na identificação de capacidades individuais para a promoção de competências académicas, sociais, cognitivas, psico-emocionais e comportamentais.
Ao longo do processo de intervenção são realizadas reavaliações no sentido de recolher informação acerca do ritmo de desenvolvimento, acerca das áreas que ainda precisam de ser alvo de intervenção ou acerca da necessidade de continuar com a intervenção.
As sessões têm duração de 60 minutos e a periodicidade das mesmas dependerá das necessidades de cada indivíduo.

TÉCNICAS DE INTERVENÇÃO
– Técnicas de Relaxação e consciencialização corporal;
– Técnicas de Educação postural;
– Técnicas de Reeducação gnósico-práxica;
– Expressivas – recorrendo à música, desenho, modelagem, mímica;
– Lúdicas

CAMPOS DE ATUAÇÃO
O psicomotricista atua em todas as idades nos seguintes níveis:
– Preventivo: promoção e estimulação do desenvolvimento, incluindo a melhoria/manutenção de competências de autonomia;
– Educativo: estimular o desenvolvimento psicomotor e o potencial de aprendizagem;
– Reeducativo ou terapêutico: quando ocorrem perturbações do desenvolvimento, da aprendizagem e/ou comportamento ou ainda patologias de ordem psíquica neurológica que comprometem a qualidade de vida da pessoa (perturbação da coordenação motora, perturbação de défice de atenção e hiperatividade, entre outras)
– Reabilitativo: intervindo nas problemáticas que afetam os domínios da motricidade global e fina, planificação, sequencialização e execução do gesto, perceção auditiva, visual e tátilo-quinestésica, tónus, orientação espacial e temporal, lateralidade

OBJETIVOS
– Tomar consciência do corpo como instrumento de expressão e comunicação no espaço e tempo;
– Favorecer o relacionamento como o outro num espaço corporal e espacial sentido e percebido;
– Reconstruir e organizar as perceções e ações dentro de uma estruturação espácio-temporal adaptada à realidade;
– Melhorar a autoestima por meio da vivência positiva da sua imagem corporal, estimulando o equilíbrio, a coordenação, a capacidade de relaxação e do controlo respiratório;
– Promover a autonomia da realização das tarefas e a manutenção da capacidade funcional;
– No idoso, pretende reduzir os níveis de angústia relacionados com as mudanças cognitivas e corporais associadas ao processo de envelhecimento e a manutenção de uma identidade coerente e uma autoimagem positiva.

MUSICOTERAPIA
A Musicoterapia tem-se desenvolvido como disciplina na fronteira entre a Artes e as Ciências Humanas, tendo vindo a criar o seu próprio corpo teórico e metodológico.
De acordo com a definição da Federação Mundial de Musicoterapia (WFMT), a Musicoterapia é a utilização da música e/o dos seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), por um musicoterapeuta qualificado, num processo sistematizado de forma a facilitar e promover a comunicação, o relacionamento, a aprendizagem, a mobilização, a expressão e organização dos processos psíquicos de um ou mais indivíduos para que ele(s) recupere as usas funções, desenvolva(m) o seu potencial e adquira(m) melhor qualidade de vida.
A Musicoterapia é uma disciplina de especialização no âmbito da Saúde Mental que engloba a intervenção terapêutica através da música, com aplicação nas áreas da Medicina, Saúde mental, Educação Especial e Intervenção Comunitária.

A QUEM SE DESTINA A MUSICOTERAPIA
– Grupos vivenciais de musicoterapia: promoção de bem-estar em contexto terapêutico (adultos);
– Intervenção clínica individual ou em grupo (crianças, adolescentes, adultos e idosos/séniores)
A Musicoterapia destina-se especialmente a pessoas com problemas de relacionamento, comunicação, comportamento e integração social, podendo ser aplicada a séniores, adolescentes e crianças em instituições de saúde física e mental e intervenção comunitária e reabilitação.

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